Você usa as métricas para o quê?


Você usa as métricas para o quê?

Tem chefes e gestores que inundam as empresas com métricas de todo tipo, para infernizar colaboradores com um sistema de cobranças neofascistas. E isso tudo ainda envolto numa falsa embalagem de meritocracia. Não podemos chamá-los de líderes, no sentido sustentável da nova ordem contemporânea. Esse método replica a falência do sistema educacional que vive obcecada por avaliação. Da mesma forma os rankings, dos 10 mais disso ou daquilo, ao final de nada valem, a não ser para alimentar sistemas de exclusão, e de ilusionismo dos desejos impossíveis.

Eu tenho um amigo que é ótimo com o cavaquinho e desempenha muito bem no chorinho, mas botaram na cabeça dele que ele pode ser um virtuoso violinista. Esse amigo a partir desse pensamento, abandonou o chorinho e vive uma angústia fenomenal, pois não carrega dentro de si o dom nem a vocação para o violino, mas ele leu livros onde estava escrito que você pode tudo e consegue tudo. Mentira.

Grande liderança significa não destruir um virtuoso cavaquinho, no reino do chorinho, para criar um medíocre violinista, no palco da música clássica, por exemplo. Mas, voltando ao mundo corporativo das métricas e dos sensores, inventados diariamente, se eles forem utilizados com a consciência de um grande líder, podem sim ser extraordinários aliados das pessoas, da inclusão e não da aceleração da exclusão. Métricas e avaliações contínuas, formadoras e diagnosticadoras de caminhos, de tendências e do revelar homeopático das pequenas mudanças que ao final viram grandes mudanças, podem servir como faróis de neblina, nas difíceis e nebulosas decisões que a vida e nossas profissões nos impõe.

As consultorias e os estudos mundiais revelam que há carência de gente treinada, capacitada e motivada para trabalhar. Tanto nas cidades quanto no novo agronegócio. Por quê? Onde está o problema? Difícil e simples. Sem vontade, nenhum ser humano aprende. O desafio está na mudança do jogo pedagógico, tanto na escola, quanto na família e também no ambiente corporativo. Uma nova pedagogia empresarial urge, e ruge, ao longe, como condição sine qua non da nova gestão e como prática dos modernos líderes contemporâneos e póscontemporâneos, seja um desses.

José Luiz Tejon Megido

Publicitário, jornalista e escritor de 28 livros em autoria e coautoria

Autor do blog Cabeça de Líder, da Revista Exame

Professor de MBA da ESPM e da FGV.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s