Novo livro: Singular – O Poder de ser Diferente


FOTO JACOB PÉTRY (2)

Jacob Pétry, autor do livro.

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O que você está fazendo hoje garantirá seu sucesso daqui a cinco anos? O conhecimento que está adquirindo será o suficiente para obter aquilo que você mais deseja da vida? Como você está preparando seus filhos para enfrentar o futuro? Nos dias atuais, não é segredo que os bons empregos estão cada vez menos acessíveis à maioria. Daqui para frente, você será reconhecido pela forma como pensa, pelo que produz, por sua iniciativa, criatividade e poder de inovação. Ou seja: pelo que você tem de singular para oferecer. Neste livro provocativo e inspirador, os autores abordam três questões vitais para quem busca sucesso financeiro nos próximos anos. Por que é essencial explorar sua singularidade? Por que aperfeiçoar a singularidade é algo tão raro? O que você pode fazer para desenvolver e usar a sua singularidade? Jacob Pétry e Valdir R. Bündchen irão ajudá-lo a descobrir sua singularidade, desenvolvê-la e oferecê-la ao mundo. Analisando exemplos de cientistas, inventores, atletas, grandes líderes e empresários, os autores ensinam a estabelecer objetivos sobre sua singularidade e saber o que é preciso fazer para realizá-los. Você vai descobrir como lidar com obstáculos e adversidades, e como criar uma mentalidade que o ajude a superar seus limites, romper suas barreiras e realizar seus sonhos.

ENTREVISTA

“Estamos numa nova era: a era da singularidade”, diz autor

Jacob Pétry já é um dos autores mais controversos do Brasil. Quem lê um de seus livros quer ler todos. Sua forma de pensar e de questionar o mundo não só é fascinante como também é transformadora. Desde 2010, quando lançou O Óbvio que Ignoramos (Leya, 228 páginas, R$ 34,90), Pétry vem conquistando um público que é fiel a seu modo de pensar. São empresários, advogados, psicólogos, palestrantes e pessoas comuns que se sentem seduzidas pelo seu jeito de contar histórias e, através delas, mostrar que poucas coisas são assim como pensamos. Nessa entrevista, concedida dos Estados Unidos, onde reside, ele fala sobre seu novo livro Singular – O Poder de Ser Diferente (Leya, 288 páginas, R$ 39,90). O livro, lançado em agosto no Brasil, foi escrito com o sociólogo Valdir R. Bündchen, pai da übermodel Gisele Bündchen.

– Por que Singular?

PÉTRY – Houve um tempo em que o poder vinha da força, depois, da família, do capital, do conhecimento e, mais tarde, da tecnologia. Hoje o poder vem da singularidade, e será assim, cada vez mais, no futuro.

– O que é a singularidade?

PÉTRY – É a capacidade de perceber aquilo que há de diferente numa pessoa, marca, produto ou empresa, encontrar um nicho de mercado para isso, e desenvolvê-lo, explorando esse nicho de mercado.

– Você diz que essa é uma nova era. Não foi sempre assim?

PÉTRY – Até pouco tempo, o sucesso dependia de se conseguir um emprego numa grande empresa, adequar-se ao moldes tradicionais e, dentro deles, mostrar um bom desempenho. Quanto mais você se ajustava ao padrão da empresa, mais facilmente alcançava uma posição de destaque e com ela, a segurança e o bom salário. Isso mudou. Agora, para obter sucesso, você precisa saber pensar por si mesmo, trazer ideias novas para a empresa. Você precisa ter a ousadia de ser diferente e a coragem de expressar essa diferença.

– O que é preciso para se adequar a essa nova era?

PÉTRY – Precisamos mudar a maneira como nos relacionamos com fatores como talento, inteligência, criatividade, inovação e mudança. Precisamos abrir mão de inúmeros conceitos e paradigmas, e criar uma interpretação completamente nova sobre o potencial humano.

– No livro, você questiona teorias tradicionais de pensadores como Gardner e Goleman. O que há de errado com essas teorias? Qual o problema com a Teoria das Inteligências Múltiplas?

PÉTRY – O que alimenta essa questão, na verdade, é a maneira como temos tratado a questão da inteligência. O problema de Gardner, por exemplo, é que àquilo que ele chama de inteligências múltiplas, na verdade, não são inteligências. São habilidades ou talentos naturais. E talento não é o mesmo que inteligência. Sugiro, no livro, fazer uma distinção clara entre inteligência e outras características humanas.]

– Você pode nos dar um exemplo prático que explica essa questão?

PÉTRY – Pense sobre a inteligência musical, por exemplo. Temos a tendência de confundir essa habilidade com uma inteligência porque ela está diretamente ligada à cognição. Mas esse é um erro intuitivo que cometemos. Somos enganados pela nossa intuição. A habilidade musical, assim como qualquer habilidade, é apenas um talento para a música. Desenvolver esse talento é uma escolha que pode ser feita ou não.  Essa escolha, talvez, dependa da inteligência, que entre outras coisas, é a capacidade de buscar o conhecimento necessário para identificar, isolar e desenvolver nossas habilidades.

– Você diz que inteligência não é o mesmo que habilidade ou talento. Qual a diferença entre as duas?

PÉTRY – Inteligência é a capacidade de usar a razão, a habilidade de discernimento, de manter e encontrar material relevante na memória e relacioná-lo com questões práticas; é ser capaz de ativar a atenção para algo específico quando necessário. Já o talento é nossa habilidade de realizar uma atividade exclusiva com facilidade maior do que a maioria das pessoas. E isso são duas coisas bem diferentes. Você pode, por exemplo, ter uma habilidade musical muito grande, e ignorá-la completamente, e mesmo assim, ser uma pessoa extremamente inteligente. Por serem características distintas, uma não exclui a outra.

– Esse também é o problema da teoria da inteligência emocional?

PÉTRY – Sim. Goleman define a IE como “a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.  Se analisarmos esse conceito sob um aspecto lógico, encontraremos dois conceitos distintos. De um lado está “a capacidade de identificar, de gerir”, que seria a inteligência; e de outro, está “o objeto identificado e a ser gerido”, nossas emoções. Ou seja, ele próprio, na definição de sua teoria, separa as duas.

 

– Esses dois conceitos, somados, não criam um terceiro, que seria a Inteligência Emocional?

PÉTRY – Não. Esse tipo de pensamento é o erro. Não há um terceiro elemento. Precisamos da inteligência, que é uma coisa, para identificar e gerir outra, que são nossas emoções.

– No livro, você cria uma nova teoria, a teoria da mentalidade. O que é essa teoria?

PÉTRY – Basicamente, ela diz que a mentalidade que possuímos é mais importante do que outros fatores, como a inteligência, talento e criatividade, geralmente considerados determinantes na obtenção de resultados práticos na vida.

– Você pode explicar como essa teoria se aplica na prática?

PÉTRY – Suponha que você possui um alto índice de inteligência, ou um talento especial, mas possui uma mentalidade errada, acredita que não tem talento e que tampouco, é inteligente. Nesse caso, sua inteligência ou talento torna-se refém dessa mentalidade, impedindo seu desenvolvimento. Seus resultados serão frustrantes. Por outro lado, se você tem um índice médio de inteligência, mas possui uma mentalidade correta, ela permitirá que sua inteligência, embora mediana, aflore e se desenvolva, produzindo resultados extraordinários. Não importa o nível de inteligência, se tivermos uma mentalidade errada, tudo o que vemos, será distorcido por essa mentalidade, confirmando-a.

– Você afirma que um dos grandes problemas que nos impede de ser feliz e realizar nossos objetivos é a Síndrome de Freud. O que é isso?

PÉTRY – Freud nos deixou muitas coisas boas, outras, nem tanto. Entre as heranças malditas, a mais trágica é o determinismo psicológico. Ao afirmar que 80% da nossa personalidade é definida antes de completarmos 14 anos, e que depois disso, pouca coisa pode ser mudada, ele criou uma muleta psicológica que usamos para justificar nossas frustrações. Isso criou uma verdadeira síndrome de vitimização que nos distrai, impedindo-nos de assumir a responsabilidade sobre nossa vida.

– Ou seja: nossa personalidade não é definida antes de completarmos 14 anos?

PÉTRY – Ela certamente é afetada e influenciada pelos eventos que vivemos ao longo desse estágio da vida, mas não determinada. O que determina nossa personalidade? A forma como nos relacionamos com os eventos que sofremos ao longo da vida. E esse relacionamento depende da nossa mentalidade. Acreditar que não há como mudar nossa personalidade depois dos 14 anos é uma mentalidade. Ela é ruim, porque sequestra nosso enorme potencial de mudança e nos torna refém dessa mentalidade.

– Você também questiona a Visão 360 Graus de Eike Batista. O que tem de errado com a Visão 360 Graus?

PÉTRY – Não questiono a Visão 360 Graus. Questiono a ideia de colocar a sorte como um dos fatores necessários para obter sucesso. Mas isso não é um problema só na filosofia de Eike Batista. Essa é um corrente de pensamento muito forte defendida por diversas autoridades como Michael Lewis, Malcolm Gladwell e Daniel Kahneman, entre outros. Esta ideia absurda está se tornando uma epidemia mundial.

– A sorte não é um fator necessário para o sucesso?

PÉTRY – O que é a sorte? Para muitos, a sorte de agora se torna o azar de amanhã; para outros, o azar de agora é a sorte do amanhã. Todos, ao longo da vida, seremos afetados por lances de sorte e de azar. O que nos distingue é a maneira como lidamos com esses momentos.

– O livro fala sobre singularidade e foi escrito com o pai da Gisele Bündchen. Qual a relação da modelo com o livro?

PÉTRY – Diretamente, nenhuma. Indiretamente, muita coisa. No início da sua carreira, nos anos 80, quando tinha apenas 14 anos, Gisele tinha muitas modelos para imitar: Cindy Crawford, Linda Evangelista, Claudia Schiffer, entre outras. Mas Gisele fez outra escolha: a de ser simplesmente Gisele. E foi essa escolha, – valorizar o que ela tinha de singular-, que mais tarde a impulsionou para o sucesso.

– Qual inspiração que podemos ter de pessoas como a Gisele?

 De todas as inspirações que Gisele desperta, a maior delas é de que nosso maior poder está na nossa singularidade, e por isso, é pessoal e intransferível. Essa também é a essência da filosofia do livro. 

6 Respostas para “Novo livro: Singular – O Poder de ser Diferente

  1. NOSSA SITE INCRIVEL….
    AMEI,ESTOU NO 1º PERIODO DE ADM E ESTOU MUITO MAIS INSPIRADA….
    PARABENS A TODOS COLABORADORES!!!!

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