Empresário de Sucesso: Geraldo Rufino


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Por Cris Olivette
O talento empreendedor pode ser desenvolvido, mas em alguns casos é um dom natural.  A história do fundador da JR Diesel, Geraldo Rufino, não deixa dúvidas.  Aos 55 anos, comanda 150 pessoas e fechou 2013 faturando R$ 50 milhões.
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“Arrumei um jeito de ganhar dinheiro aos 11 anos.  Pegava latinhas em um aterro instalado perto da Favela do Sapé (na zona oeste de São Paulo), onde morava com meu pai e irmãos. ” O dinheiro da venda de latinhas foi investido na criação de um campo de futebol na comunidade.  ”Pedi autorização à Prefeitura para montar o campo em um terreno que havia no local.  Comprei traves, uniformes e passei a administrar a locação do espaço e dos uniformes. “
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O faro empreendedor, não parou por aí.  ”Construí uma frota de carrinhos de madeira, que alugava para outros meninos fazerem carreto nas feiras. ” Ao ser contratado para trabalhar no Playcenter, Rufino tinha 14 anos e já havia comprado um Fusca.  ”Certo ou errado, meus negócios tinham rendido o suficiente para comprar o carro. “
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No Playcenter, trabalhou durante 15 anos, começando como office boy.  ”Meus chefes me fizeram voltar à escola.  Cheguei a entrar na faculdade, mas trabalhava 16 horas de segunda a domingo e tive de optar.  Como já era apaixonado por ganhar dinheiro, parei de estudar. “
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Enquanto trabalhava no Playcenter, Rufino pensava em criar um pequeno negócio para ter a sensação de segurança.  ”Resolvi comprar uma Kombi e dar para meus irmãos fazerem carretos.  Com o tempo, dei um caminhão para cada um.  Por ironia do destino, eles se envolveram, simultaneamente, em um acidente.  Era hora de recomeçar e criei um novo negócio. “
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Aproveitando as partes que sobraram dos dois caminhões, Rufino criou uma empresa para reciclar veículos desse tipo envolvidos em acidentes e comercializar suas peças.  ”O negócio engrenou, meus irmãos se empolgaram com o dinheiro e perderam o foco.  Compraram sítio, gado, e acabaram quebrando a empresa, que estava em meu nome. “
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Para saldar as dívidas e limpar o nome, Rufino deixou, temporariamente, o Playcenter para reorganizar a empresa.  ”Feito isso, não tive coragem de vender o negócio e demitir seis funcionários.  Acabei conciliando as duas atividades, até ficar totalmente envolvido e ter de deixar o emprego. “
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Em 1987, aos 29 anos, Rufino deixou o cargo de diretor das Playlands instaladas em todo o Brasil, e começou a fazer uma coisa diferenciada em sua empresa.  ”Apesar de todos acharem um absurdo desmontar um caminhão Mercedes, eu acreditava que desmanchar coisas de qualidade era uma forma de atingir empresas mais estruturadas, que poderiam dar sustentação ao negócio. “
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Mais uma vez estava certo.  Ele conta que um caminhão com 10 anos de uso é considerado novo.  ”Nossa média para desmontar um caminhão são seis anos e o limite são 15 anos.  Só compramos de pessoa jurídica porque o segmento é delicado, não podemos correr riscos. “
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Em 2000, a JR foi assediada por um grupo americano de concessionárias.  ”Eles me convenceram a abrir uma rede de concessionárias, e foi um erro.  Entre 2002 e 2006, trabalhei para recuperar o dano.  Hoje, desmontamos mil caminhões por ano e crescemos 4% ao mês. “
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Rufino conta que devido ao erro estratégico, passou por dificuldades.  ”Isso fez com que meus dois filhos, Arthur e Guilherme, viessem trabalhar comigo.  Na época, tinham 17 e 15 anos, respectivamente.  Hoje, um é diretor de marketing e desenvolvimento e o outro é diretor comercial e operacional. ” Ele afirma, porém, que o erro virou um presente.  ”Se isso não tivesse acontecido havia o risco de ter dois filhos playboys. “
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Segundo ele, Arthur foi responsável pela profissionalização da empresa.  ”Hoje, quando recebemos grupos de executivos de outros países, meus filhos dão uma aulinha sobre o setor.  Evoluímos muito. “
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Aos futuros empreendedores, Rufino diz que a sorte está aí para todos.  ”Se a pessoa levantar cedo, sair com determinação, acreditar de corpo e alma no que está fazendo, e manter o foco, a consequência é o sucesso.  Essa receita funciona para qualquer coisa que a pessoa fizer na vida.  Mesmo quando quase perdemos tudo, continuei trabalhando com afinco.”
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Fonte: Economia Estadão

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