O desafio do jovem empreendedor


O desafio do jovem empreendedor

Carlos Martins

Que as universidades são celeiros do empreendedorismo é um fato comprovado. Muitos estudantes já dão início aos seus negócios ainda na época de faculdade. O Facebook, por exemplo, é um caso notório de empreendimento que surgiu e começou a se consolidar no ambiente acadêmico. No entanto, o que pensam os jovens brasileiros sobre este universo? Qual será o futuro do empreendedorismo no nosso país?

Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras, realizada pela Endeavor Brasil, em parceria com o Sebrae, indica que quase 6 em cada 10 universitários pensam em empreender, mas poucos pensam em inovar e ter muitos funcionários. Entre os 58% dos universitários entrevistados, que indicaram pensar em empreender no futuro, apenas 11% esperam que suas empresas tenham mais de 25 funcionários cinco anos após a abertura. Mesmo entre outros 11% dos pesquisados, que já são empreendedores, o sonho de ter um negócio que cresça rápido também está longe de ser uma unanimidade: apenas 17,4% esperam alcançar esse resultado.

Tais resultados surpreendem. Será que há chance de sucesso, quando o sonho é modesto? Sonhos não podem ser comparados entre si, tampouco mensurados, no entanto, é primordial que sejam ousados. Para empreender é preciso inovar, ser criativo. Para o verdadeiro empreendedor, o céu é o limite.

É fato, também, que, de forma geral, os empreendedores estão mais bem preparados do que quando iniciei. Vejo, hoje, jovens ambiciosos, com planejamentos e metas muito bem traçadas, posturas extremamente positivas para quem quer vencer. No entanto, a parcela dos que se preocupam em estudar, antes de empreender, infelizmente ainda é pequena. Segundo a pesquisa que estamos analisando, apenas 14,1% indicam que gastam tempo aprendendo a iniciar um novo negócio. Este comportamento aponta para o típico investimento realizado por impulso, sem base sólida para o desenvolvimento saudável da empresa que está nascendo.

Tem muita gente também que quer abrir um negócio movido apenas pela emoção. Estes efetivamente não progridem. O mesmo acontece se o negócio for apenas racional, movido pela possibilidade de lucro financeiro em curto prazo. Ao longo da minha trajetória, aprendi a importância de se apostar em uma atividade ou ideia que se ama e se acredita verdadeiramente. Valorizar os colaboradores e parceiros de empreitada, criando um ciclo virtuoso de geração de riquezas para todos que fazem parte do negócio, também é essencial.

Acredito que empreender vai além da capacidade de identificar oportunidades e desenvolver meios de aproveitá-las. A você, jovem empreendedor, eu digo: não existe melhor ou pior caminho, com maior ou menor risco. Tenha em mente que empreender é uma filosofia de vida e simboliza vontade, resiliência e dedicação.

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Carlos Martins é presidente da rede Mundo Verde, rede de lojas de produtos orgânicos e de bem-estar. Fundou a escola de idiomas Wizard e o Grupo Multi, que foi comprado em 2013 pela Pearson. Martins também é palestrante e autor do livro Desperte o Milionário que Há em Você.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Martins/noticia/2015/04/o-desafio-do-jovem-empreendedor.html

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