O que se aprende com a vitória portuguesa?


Por Carlos Julio

Não posso, de modo algum, esconder minha alegria com este primeiro triunfo máximo da esquadra portuguesa na Eurocopa, o segundo mais importante torneio de seleções do mundo.

Como filho de imigrantes lusitanos, procurei sempre manter vínculos com a cultura de meus antepassados. Aprendi e aprendo com essa gente valente, perseverante e empreendedora, que sabe muito bem superar obstáculos.

Na partida deste domingo, tudo favorecia a forte seleção francesa, que jogava em casa, ao lado de sua animada torcida. Recheada de craques, como Matuidi, Pogba e Giroud, parecia destinada a vencer, como fizera dias antes, no jogo contra a poderosa Alemanha.

Ainda no primeiro tempo, mais um motivo de tormento para os portugueses: Cristiano Ronaldo, o craque do time, sofre uma contusão e precisa abandonar o gramado.

Para muitos locutores e comentaristas, selava-se triste destino para o time ali visitante: voltaria para casa com o vice-campeonato.

Ora, mas, de repente, vimos os outros atletas desdobrarem-se, atuarem com mais gana, assumindo novas responsabilidades, empenhados todos em compensar a ausência do talentoso multicampeão.

Para quem conhece a história, constituiu-se de novo o fenômeno de superação encontrado inúmeras vezes na saga das navegações portuguesas. Perecia um capitão e a nau seguia seu caminho, comandada por um substituto, conduzida pelo esforço coletivo da tripulação.

Este é, aliás, o bom paradigma funcional das empresas de sucesso. Elas se valem dos grandes talentos, mas jamais deles se tornam dependentes.

Suas equipes, bem geridas, sabem recompor-se rapidamente diante de imprevistos. Nelas, o saber é compartilhado e mesmo as tarefas mais complexas podem ser realizadas por um número expressivo de colaboradores.

Além disso, nesses grupos vencedores, o senso de responsabilidade estimula a iniciativa e a criatividade. Não falta disposição para se buscar o objetivo a partir de um plano B ou C.

E Portugal venceu justamente com o gol de Eder, um filho d’África, que saiu do banco de reservas para ingressar na galeria dos heróis do esporte mais popular do mundo.

E você, caro leitor, o que faz quando o “Cristiano Ronaldo” de sua empresa sai de campo no jogo mais importante do campeonato? Quais atribuições desse craque você pode assumir?

Reflita sobre o tema e prepare-se, pois uma hora isso vai acontecer.

Afinal, a teoria, na prática, sempre funciona!

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